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Como não poderia deixar de ser, Claudia Telles regravou neste disco
os velhos sucessos 'Fim de Tarde' e 'Eu Preciso Te Esquecer' (ambas de
Mauro Motta e Robson Jorge), porém com novos arranjos de Marcello
Lessa, que conseguiu encaixar as duas canções no mesmo estilo
do disco. A verdade é que o repertório é inquestionável,
e a cantora se mostra mais madura. Abusa dos graves, canta com alma, assim
como fazia sua mãe. As participações de Nelson Sargento em seu clássico 'Falso Amor Sincero'; de Rosa Marya Colin em 'Bonita' (Tom Jobim/ Ray Gilbert); Tito Madi em 'Tu e Eu' (Altamiro Carrilho/ Armando Nunes) e de Johnny Alf em 'Mais que Nós' (Alf/ Romulo Gomes) são simplesmente espetaculares. Só pra se ter uma idéia geral, Claudia ainda gravou 'Pra Que Chorar' (Baden Powel/ Vinícius de Moraes), 'Chuva' (Paulinho da Viola), 'Água de Beber' (Tom/ Vinícius), um pot- pourri com Zelão (Sérgio Ricardo) e 'O Morro Não Tem Vez' (Tom/ Vinícius), 'Eu e a Brisa (Johnny Alf) e 'A Culpa é Sua (Tito Madi/ Lysias Ênio). E mais um pot- pourri de João Bosco e Aldir Blanc, com 'Linha de Passe/ De Frente pro Crime/ Kid Cavaquinho'. Prá encerrar, 'Nanã' (Moacir Santos/ Mário Telles) e Serrado (Djavan). Resumindo, Claudia Telles conseguiu fazer um disco que vai consolidar ainda mais uma carreira estável, provando que é uma das melhores cantoras brasileiras, que tem muito bom gosto e que passeia tranquilamente por qualquer gênero. E tem mais: Este trabalho está entre os melhores CDs lançados neste ano. (AP) |
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