Isa Mello


Aprendi a curtir Bossa Nova com a saudosa Sylvinha Telles, uma criatura meiga, afinada, que entrava em nossa casa através de um programa semanal com seu marido Candinho. Infelizmente, em 1966 ela nos deixou, mas ficou uma semente: a filha Claudinha Telles, de quem aprendi a gostar dentro da barriga da mãe. Quis o destino que nos conhecêssemos na década de 70. Acompanhei sua vida de perto. Criada pelos avós maternos, quando faleceram, a menina ficou sozinha, estudando e aprendendo a ter responsabilidade muito cedo.

Passou a fazer vocais e, ainda muito jovem, estourou com "Fim de Tarde", sucesso em todas as paradas, vindo a receber diversos prêmios como cantora revelação! Tudo o que gravou, estourou. Casou. Excelente dona de casa, mãe exemplar de 3 filhos, um dos quais, devido a grande amizade, sou madrinha.

Amiga sincera estes anos todos, das horas alegres e tristes, tenho orgulho de tê-la como membro da família. Claudinha é a filha biológica que não tive, mas em afetividade é minha filha querida. Criatura meiga, sincera que só pratica o bem. Tenho orgulho de tê-la como comadre, uma amiga muito, muito sincera.

Isa Mello - RJ