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És como ela, Claudinha Telles. Sou testemunha ocular do teu primeiro
sucesso, aquele "Fim de Tarde" de 1976, que até hoje
me arrepia. Nem imaginas do jeito que fiquei. As rosas na janela sorriam
por causa de ti, linda como uma gota de orvalho numa pétala de
flor. Chico Feitosa assobiava e bradava a nós todos que estava
nascendo uma magnífica cantora: "Ela tem a quem puxar",
dizia ele. Profético o nosso Chico Fim de Noite, maravilhado com
tua arte. O testemunho desta decolagem é outro troféu que carrego dentro de mim. Te conheço bem. Como artista, mãe, colega, amiga, fulgores de talento, esplêndida figura humana que, nesse azáfama da vida profissional, noites indormidas, ensaios e shows exaustivos, ainda encontra tempo para mitigar as dores do próximo no gongá da caridade, enxugando lágrimas alheias, dos desacorçoados e dos aflitos, dos doentes, dos infelizes, dos que buscam a felicidade, as bênçãos dos céus, vidente e médium que és do Grupo Espírita Jesus no Lar, filha de Xangô, exorcizando e doutrinando espíritos das trevas, semeando na Terra a paz entre as pessoas de boa vontade. Continua, querida, a cantar assim, maravilhando todos os lares, os bares, bilhares, bazares, altares, mares, ribamares, transformando, como São Francisco, ódio em amor, ofensa em perdão, discórdia em união, erro em acerto, pecado em virtude, desespero em esperança, tristeza em alegria. Com tua arte, tua voz, teu imenso coração, tua presença, os murmúrios de fé que sempre nos acompanharão, Claudinha Telles. Magnificat. Genilson Gonzaga - RJ |
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