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Pai Nosso que estás no céu, glorificado seja o Vosso santo
nome. Eu vos agradeço, penhorado, pela suprema generosidade de me permitir conviver nesta terra, com uma geração de cantores, compositores, pensadores, poetas e artistas do calibre de Sylvinha Telles, de gente boa que se imantou e hoje enfeita vossas tertúlias e vossas serenatas. Eu vos agradeço também, Senhor, por ser amigo, fã e compadre de Claudia Telles, minha cantora de estimação, moça cheia de graça, bendito fruto de Candinho e Sylvinha Telles, de quem herdou o talento, a sensibilidade, o charme e os bons dotes de coração. Claudia Telles também é fulgurante filha da Bossa Nova, que a adotou e consagrou como lídima expressão do cancioneiro popular pátrio. Ave Claudinha Telles, minha doce comadre, conspícua cumpincha, adorável irmã de fé, mãe de Leonardo, de João e de Bruninho, este meu afilhadinho bacana (somos os dois na foto). Te conheci pequenina em formidável e arretada peixada que Sylvinha ofereceu de improviso a amigos boêmios de Copa - Tom, Vinícius e Carlinhos Niemeyer chegando de surpresa e depois lambendo os beiços de tanta satisfação com as bebedorias e comedorias. Inesquecível regabofe, de se comer rezando! Nada em Sylvinha era planejado. Nela tudo era improvisado, inventado de repente, pura espontaneidade, sem cerimônia, sorriso aberto e sincero, jeitinho de menina, voz macia, paixão nas coisas que fazia, xodó dos amigos, dos poetas, dos apreciadores da cantoria. |
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